Educação

SETÚBAL | IPS apoiou equipa da Escola D. João II no projecto CanSat Portugal 2017

Transformar uma lata de refrigerante num micro-satélite funcional é o desafio do concurso CanSat Portugal 2017, promovido pela Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica) e a ESA (Agência Espacial Europeia).

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  • DR - GI.COM-IPS

Localidade
  • Setúbal

Categoria
  • Regionais

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) apoiou a equipa de estudantes da Escola Secundária D. João II de Setúbal, que participou pela primeira vez na competição e foi uma das quinze equipas a nível nacional apuradas para disputar a final portuguesa nos Açores, dia 7 de Maio.

 

Para participarem na competição os estudantes têm de cumprir duas missões.

 

A “missão primária”, comum a todas as equipas, a qual consiste em medir a pressão atmosférica e a temperatura durante a queda do satélite que é lançado a cerca de 1.000 metros de altitude, enviar esses dados via-rádio para o computador na base da missão, situada em terra, e garantir a recuperação do satélite.

 

A “missão secundária” é proposta por cada equipa. No caso da equipa da Escola Secundária D. João II, a D. João Can, consistiu em analisar o valor da aceleração durante a queda do satélite e assim compreender se o seu comportamento é igual ao que se estuda em sala de aula.

 

A parceria com o IPS surgiu da necessidade do projecto contar com uma antena que garantisse uma comunicação eficaz entre o satélite e a base situada em terra, que disponibilizou uma antena com características adequadas para receber os dados do satélite e transmitiu à equipa conhecimentos fundamentais ao nível da transmissão de sinais via-rádio, bem como sobre a forma correta de utilização e operação da antena.

 

Os docentes da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do IPS, Filipe Cardoso e Manuel Ferreira, acarinharam este projeto desde o início.

 

Para Filipe Cardoso “foi um excelente desafio poder ajudar a resolver uma série de questões críticas relativamente à comunicação via-rádio neste contexto” enquanto “contribuímos ativamente para reforçar a ligação às escolas secundárias e profissionais da região”, dando a conhecer aos alunos o que é possível fazer com as matérias que aprendem na sala de aula e contribuindo, assim, para aproximar a teoria da prática no sentido duma maior motivação dos alunos para a aprendizagem.

 

A professora Ana Carneirinho, docente e coordenadora da equipa da Escola Secundária D. João II, não esconde o orgulho que sente dos alunos “o principal objetivo era chegar ao final da competição e ter um CanSat funcional e conseguimos, o que foi muito importante para imagem da escola e para os alunos que lá estão e é uma prova de que é possível formar equipas com qualidade.”

 

Colocar em prática as aprendizagens em sala de aula é aquilo que David Mira, aluno e porta-voz da equipa da Escola Secundária D. João II, destaca como a principal mais-valia do concurso “porque nas aulas é dada muita teoria, percebemos a lógica mas fica a dúvida se realmente funciona e quando aplicamos na realidade torna-se mais fácil entender os conceitos”.

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