Cultura

PINHAL NOVO | ‘Ser caramelo começa a tornar-se numa doença’

O presidente da autarquia de Palmela esteve na apresentação da segunda edição do Mercado Caramelo onde elogiou a iniciativa. Álvaro Amaro garantiu que “ser caramelo começa a tornar-se numa doença”.

Autores
  • Fatima Brinca (Jornalista Jubilada)

  • Email
Foto
  • Diário Imagem | Arsénio Franco

Localidade
  • Pinhal Novo

Categoria
  • Cultura Popular

Quem passasse ao Pinhal Novo, no final da tarde do último domingo, pensaria que o Mercado Caramelo já tinha começado perante a presença de centenas de pessoas no Largo José Maria dos Santos. Mas na verdade tratava-se apenas da apresentação da segunda edição do evento, que irá decorrer nos dias 12, 13 e 14 de Maio.

 

Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela confessou que a “recriação do mercado à moda antiga é uma forma de conciliar o espírito da modernidade com um território de tradições”. O edil reconheceu que a Junta de Freguesia de Pinhal Novo, “tem feito um trabalho fantástico para reviver a nossa história caramela” e “ser caramelo começa a tornar-se numa doença”.

 

O o presidente da câmara de Palmela, que liderou durante alguns anos a Junta de Freguesia de Pinhal Novo, acredita na continuação do sucesso do Mercado Caramelo “vamos ter um fim-de-semana fantástico a fazer jus às nossas tradições com a degustação da sopa, que ajudou a criar os caramelos”.

 

Para o presidente da Junta de Freguesia, parceira do evento com a Confraria da Sopa Caramela, o evento “irá continuar a apostar na afirmação dos nossos produtos, onde estarão em destaque o abafadinho caramelo, o pão, a sopa” a par de “muitos petiscos disponíveis nas tabernas que estarão nesta segunda edição”.

 

Manuel Lagarto destacou a criação “do Mercadito Caramelo para as crianças com jogos e iniciativas, onde “estarão representados oito colégios particulares da freguesia”.

 

Luís Fernandes, presidente da Confraria, anunciou o alargamento do espaço onde irá funcionar o Mercado Caramelo com ocupação do Largo José Maria dos Santos, do auditório, das ruas e dos estacionamentos envolventes, para que “possamos receber condignamente os milhares de visitantes que se adivinham”. Mas a organização teve também especial cuidado com a zona de gastronomia, onde nomeadamente a sopa caramela, será servida pelos Ranchos Folclóricos do Pinhal Novo e da Lagoa da Palha e pela Fundação COI.

 

As colectividades e o movimento associativo associaram-se em massa ao evento, envolvendo mais de duas dezenas de participantes. No espaço estará uma tasca para venda de loiça alusiva ao evento, com destaque para as canecas de alumínio, que já são uma imagem de marca e para os pratos de barro com o símbolo do Mercado Caramelo.

 

O presidente da Confraria deixa a garantia que “é cada vez mais importante a participação de todos os habitantes do Pinhal Novo, porque este evento traduz o orgulho de ser caramelo”.

 

A festa dos caramelos aposta nas tradições e profissões antigas, que irão marcar presença com os jogadores de pau, o vendedor da banha da obra, os gaiteiros, os oleiros, taberneiros, ourives, barbeiros, vendedores e tanoeiros, bem como os ferradores que irão trabalhar ao vivo e realizar acções de formação.

 

Os bailes “a caramela” encerram todos os dias a animação, que contará com a vinda de gentes de outras paragens como o grupo “Águias da Charneca”, com as gaitas de beiços, os “Amgos do Jogo do Pau”, da Moita e o grupo Trovas à Toa, de Oliveira de Azeméis, entre outros.

 

Na apresentação da segunda edição do Mercado Caramelo esteve um espectador muito atento, Armando Piteira, presidente da Junta de Freguesia de Canha, no concelho do Montijo, que no final não resistiu a deliciar-se com uma pratada de sopa caramela.

Adicionar Comentário