Pinhal Novo

PINHAL NOVO | Secundária mobiliza pais, autarcas e políticos

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Secundária de Pinhal Novo mobilizou centenas de alunos na luta contra a falta de pessoal não docente, que tem obrigado ao encerramento de serviços como a secretaria, biblioteca e bar. Também os autarcas de Palmela e os deputados do CDS/PP estão solidários com pais, alunos e professores.

Autores
  • Fatima Brinca (Jornalista Jubilada)

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  • Diário Imagem | Júlio Duarte

Localidade
  • Pinhal Novo

Categoria
  • Educação

Os pais e os encarregados de educação vestiram-se de negro para protestarem contra a falta de pessoal não docente na Escola Secundária de Pinhal Novo.

 

A manifestação realizada ontem de manhã mobilizou centenas de pais, alunos e professores, que alertavam para a grave situação que se vive no estabelecimento de ensino, com o encerramento de serviços devido à falta de pessoal.

 

José Luís Reis, presidente da Associação de Pais, alertou para a situação que “se agravou nos últimos meses, com os serviços da secretaria e do bar a serem assegurados por professores e pelos dirigentes do estabelecimento”. O número de funcionários ao serviço foi baseado em 48 salas, 2 balneários, 2 laboratórios, mas, actualmente existem em funcionamento 75 salas, 12 balneários e 8 laboratórios.  O presidente da Associação destaca que “estão apenas ao serviço 20 funcionários, pois os restantes estão com baixa médica” e lembra que “a secretaria esteve encerrada no mês de Dezembro por falta de pessoal, enquanto a biblioteca e o bar abrem apenas algumas horas”.

 

Autarcas apelam ao Ministério da Educação

 

Na sessão da autarquia de Palmela realizada na Aldeia Nova da Aroeira, na freguesia de Poceirão, foi apresentada uma moção de solidariedade, onde se recorda que desde “Outubro de 2016 que a Escola Secundária de Pinhal Novo se vê confrontada com uma grave falta de pessoal não docente, quer ao nível de assistentes operacionais, que garantem a vigilância, limpeza e o funcionamento de espaços como a biblioteca, Centro de Recursos, Bar e Espaços Desportivos, quer de assistentes técnicos”.

 

A situação, revela a moção, “levou ao encerramento temporário da secretaria, durante um período de cerca de quatro meses, uma vez que só se encontravam ao serviço três assistentes técnicos dos 12 previstos”.

 

A autarquia reafirma que o problema ao nível do pessoal não docente “mantem-se das 29 assistentes operacionais previstas no rácio, mas apenas 20 estão a desempenhar funções”, um número “manifestamente insuficiente para um estabelecimento de ensino com 1654 alunos, algumas dos quais com necessidades educativas especiais”.

 

A moção aprovada por todos os autarcas manifesta “o seu apoio aos alunos pais e encarregados de educação, professores e directora da escola na reivindicação do provimento do quadro de pessoal” e “solicita ao Ministério da Educação uma rápida intervenção no sentido de providenciar a afectação de pessoal não docente, para suprir as necessidades da Escola Secundária de Pinhal Novo”.

 

Centristas querem problema resolvido

 

O deputado do CDS-PP Nuno Magalhães eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal questionou o Ministério da Educação sobre a falta de funcionários não docentes na Escola Secundária de Pinhal Novo. A pergunta foi também subscrita por Ana Rita Bessa, e os deputados querem que o “Ministro da Educação confirme a falta de funcionários não docentes na Secundária de Pinhal Novo”, alertando que tal situação “coloca em causa a segurança e higiene desta comunidade escolar”.

 

Os deputados centristas lembram que em Novembro de 2016 “foi dada autorização para a contratação de novos assistentes operacionais” e querem “saber quantos vão ser integrados na Escola Secundária de Pinhal Novo”.

 

O Orçamento de Estado para 2017 inclui a contratação de mais 300 assistentes operacionais, lembram os deputados centristas, pois a falta de funcionários “repete-se por várias escolas de norte a sul do País”.

 

Os deputados centristas denunciam “chegamos ao fim do ano lectivo com um número insuficiente de recursos humanos para cobrir as carências com pessoal não docente”.

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