Transportes

TRANSPORTES | CGTP exige ao Governo melhoria do serviço na Transtejo e Soflusa

A CGTP vai exigir ao Governo medidas para melhorar o serviço na Transtejo e na Soflusa, assim como a publicação dos acordos de empresa, como acionista da empresa.

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  • Carmo Torres / Diário Imagem

Localidade
  • Distrito de Setúbal

Categoria
  • Sociedade

A falta de condições no serviço prestado pela empresa de transporte fluvial que serve os concelhos de Almada, Barreiro, Montijo e Seixal, tem levantado muitos protestos aos utentes e levou os trabalhadores a marcarem greves parciais na próxima semana.

 

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, reuniu-se hoje com organizações sindicais e representativas dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, para discutir a falta de publicação dos acordos de empresa, já assinados, e a degradação do serviço público de transporte oferecido pelas empresas de transporte fluvial, refere a Lusa.

 

Em relação à degradação do serviço público, Arménio Carlos exemplificou que “neste momento, na Transtejo, em 22 barcos, 10 estão paralisados e, na Soflusa, em oito disponíveis, três estão encostados. Estamos aqui perante uma redução brutal do serviço público, com todas as consequências que isso tem para as imagens das empresas, mas particularmente para a vida das populações que utilizam este transporte.”

 

Relativamente às condições de trabalho, para Arménio Carlos “não se justifica que o Governo, sendo o acionista da Transtejo e da Soflusa, esteja há cinco meses para publicar um acordo que foi livremente assinado pelas administrações destas empresas com os representantes dos trabalhadores”.

 

“Não admitimos outra solução que não seja aquela que propomos, mesmo que, eventualmente, estejam a servir manifestações de pressão pelo ministro das Finanças. Nós achamos que isso não é admissível.”

 

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), afeta à CGTP, agendou duas greves parciais para 26 e 27 de Abril, que será de três horas por turno na Transtejo e de 2 horas por turno na Soflusa, afetando as ligações a partir de Cacilhas, Porto Brandão, Seixal e Montijo, mas estas podem não vir a realizar-se “se o Governo e as administrações acederem negociar. Ou seja, as greves só se realizarão se o Governo quiser. E aquilo que os trabalhadores estão a exigir não é nada que não possa ser realizado”, realçou o dirigente sindical.

 

“Agora, tem de haver um plano para que os utentes, aqueles que usam os transportes fluviais, saibam que, neste momento, além do passe que pagam todos os meses - e a quantia não é assim tão baixa como isso - têm direito a transporte e sobretudo a uma qualidade de transporte não só que assegura a regularidade como a qualidade. É isso que os trabalhadores vão exigir e a CGTP vai transmitir ao Governo”, sublinhou.

 

Na reunião estiveram representantes de todos os sindicatos ligados às duas empresas, nomeadamente o Sindicato da Marinha Mercante, o Sindicato dos Transportes Fluviais, o Sindicato dos Ferroviários, e respetivas comissões de trabalhadores.

 

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