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OPINIÃO | Uma baía de promessas

Esta semana, artigo de opinião de Eduardo Rodrigues, vereador do PS e candidato à Câmara Municipal do Seixal nas Autárquicas

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Uma baía de promessas

 

O concelho do Seixal tem como ex-libris a sua baía, uma extensa área classificada como Reserva Ecológica Nacional, na qual durante séculos se desenvolveram algumas das principais atividades económicas da nossa região, além da sua incrível riqueza natural e biodiversidade.

 

Devido ao seu importante papel na caracterização do concelho do Seixal, muitos têm sido as promessas eleitorais a que o executivo CDU foi habituando os eleitores ao longo de décadas, mas poucos foram concretizados.

 

Será interessante fazer um percurso pelo que tem sido prometido aos eleitores desde que a baía se tornou num ponto fulcral de interesse e valorização eleitoral, e para isso nada melhor do que recorrer a ferramentas de pesquisa na internet, disponibilizadas pela própria Câmara Municipal do Seixal, embora algumas se apresentem agora como não disponíveis.

 

Uma dessas pesquisas direciona para uma página denominada baiadoseixal.cm-seixal que anuncia o projeto «Destino Náutico – Baía do Seixal» com várias valências, e integrado no Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo, que promete pomposamente, e cito, a constituição da Baía do Seixal como um destino náutico, isto é, um produto único, constituído em rede com parceiros públicos e privados, permitindo a captação de mercados diversos, quer de nautas quer de praticantes de turismo ativo e de natureza, entre outros.

 

Uma ideia excelente, não tivesse ficado por concluir uma grande parte destes projetos, anunciados em 2013.

 

Promete-se a reparação e recuperação do Cais de Pedra e do antigo Terminal Fluvial do Seixal. O primeiro recebeu realmente uma intervenção que permite a acostagem de barcos, mas o segundo, depois de ter sido estropiado de toda a sua estrutura metálica, é agora, em 2017, o esqueleto de uma ruína.

 

Flagrante também é o não cumprimento do que se anunciava como a 2.ª Fase deste Projeto no Núcleo de Náutica de Recreio de Amora e que prometia a reutilização de cais para potencial instalação de unidade de restauração, acesso à água, serviços de apoio a nautas e instalação de pequeno ancoradouro para cerca de 20 a 30 lugares de acostagem.

 

Já sabemos que a desculpa para a não concretização destes projetos terá o dedo apontado para os momentos de crise que o país atravessou e para os sucessivos governos, e a sua falta de apoio, pese embora o facto destes projetos terem sido anunciados como cofinanciados pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional, que na altura do seu anúncio, ainda se encontrava activo.

 

Mas o tema da baía do Seixal não se esgota aqui e voltarei a este assunto.

 

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