PALMELA | Autarquia de luto pela morte de Mário Soares

O executivo municipal aprovou dois votos de pesar e agradeceu uma última vez ao antigo Chefe de Estado. 

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Pela primeira vez em reunião desde o início do novo ano, o executivo municipal de Palmela aprovou um voto de pesar pela morte de Mário Soares, antigo Presidente e Primeiro-Ministro e figura incontornável da história de Portugal.

 

A morte de Mário Soares foi oficialmente anunciada no passado dia 7 de janeiro, com o funeral a realizar-se a dia 10. O antigo político encontrava-se internado no Hospital da Cruz Vermelha desde dia 13 de dezembro, passando grande parte desse tempo em coma profundo.

 

Um dos votos, proposto pelo Partido Socialista, fala em Mário Soares como a figura política mais marcante do século XX e destaca o papel do mesmo na “estabilização económica do país”, na “integração de Portugal na então CEE, hoje União Europeia” e, como não poderia passar em branco, o seu combate pela liberdade.

 

“Mário Soares não viver como um herói, não foi um santo, não fez sozinho, não ganhou sempre, não acertou sempre, não morreu como um mártir, nem merece idolatria. Foi um homem corajoso e convicto, um lutador cívico, um político eleito pelo povo ao serviço do povo, um homem que merece reconhecimento e gratidão para sempre”, defendeu a vereadora Maria Justino.

 

O voto termina com um último agradecimento ao fundador do Partido Socialista.

 

Já o voto de pesar apresentado pela CDU lamenta o “desaparecimento físico” de um “opositor ao regime fascista” e lembrou o seu percurso enquanto advogado, defendendo vários presos políticos, e enquanto político, exercendo os cargos de Ministro Sem Pasta, dos Negócios Estrangeiros, Primeiro-Ministro ou Presidente da República.

 

“A sua dimensão cultural, humana e europeísta, a frontalidade e coragem demonstradas, ao longo de uma vida de combates pela liberdade e a democracia, reservam-lhe um lugar na história nacional e mundial e na memória dos que combateram a ditadura fascista e lutaram pela instauração da democracia”, afirmou Álvaro Amaro, presidente da Câmara Municipal.

 

Eleito pela coligação PSD/CDS-PP, o vereador Paulo Ribeiro manifestou sentimentos e condolências à família e a todo o Partido Socialista e reconhece que, mesmo nunca ter votado em Mário Soares, tratou-se de um homem ao qual Portugal deve muito, nomeadamente pela defesa da democracia, defesa da liberdade e pela valorização da tolerância.

 

Ambos os votos de pesar foram aprovados por unanimidade.

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