SETÚBAL | Trabalhadores da SECIL exigem melhorias salariais e admitem recorrer a "qualquer tipo de luta"

Trabalhadores do setor da produção reuniram-se em plenário com o Sindicato, de modo a aprovar uma proposta que pede um aumento do ordenado em 4%, depois de 6 anos sem revisões salariais. 

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Os trabalhadores do setor da produção da SECIL voltaram a reunir-se em plenário com o Sindicato de Cerâmica e Construção do Sul para discutir a necessidade de aumentos salariais, depois de seis anos sem qualquer revisão.

 

Uma proposta já havia sido aprovada no passado dia 21 de dezembro mas, segundo o que o Diário do Distrito junto do Sindicato, esta não teve uma resposta positiva da parte da administração da empresa.

 

Terminada a reunião com os trabalhadores, ocorrida na manhã de dia 11 de janeiro, os representantes do Sindicato mostraram-se satisfeitos com os resultados da “discussão coletiva e fraternal”.

 

Pedro Jorge, membro da Direção e coordenador do Sindicato, revelou ao Diário do Distrito a proposta aprovada em plenário, que pretende “demonstrar repúdio à decisão unilateral da Secil de encerramento do processo negocial dos aumentos salariais”, “defender a proposta reivindicativa aprovada no plenário do passado dia 21 de dezembro, proposta essa de 4% de aumento na tabela atualmente aplicada” e “exigir da empresa a negociação da proposta (…), com um clima cordial e humano, que dignifique a empresa SECIL e os seus trabalhadores e representantes”.

 

Lembrar que a última revisão salarial remete para o período entre 2008 e 2010, sendo que em 2011 e 2012 os trabalhadores foram compensados com um prémio interno, e pedem agora um aumento de cerca de 30 euros mensais.

 

“Os trabalhadores estão disponíveis a encetar as formas de luta necessárias, não deixando nenhuma de parte, se a administração da SECIL continuar a não reconhecer os seus trabalhadores através da valorização dos seus salários e subsídios”, pode ler-se na proposta aprovada e que será entregue à administração, com a qual o Sindicato tem uma reunião pré-agendada para dia 23.

 

“A razão está do lado dos trabalhadores que, unidos, irão lutar por um futuro melhor e mais digno, continuando a fazer da SECIL uma empresa de referência em Portugal e no mundo”, concluiu Pedro Jorge.

 

Nesta reunião estiveram presentes cerca de 40 trabalhadores, perto de metade do número total de operários do setor da produção. Este número, ainda que afetado pelos horários dos turnos, corresponde a uma amostra que Pedro Jorge diz que consegue ser representativa das ambições e reivindicações dos trabalhadores.

 

O coordenador do Sindicato lembra ainda que existem outras questões a serem tratadas, como por exemplo algumas queixas dos trabalhadores referentes ao refeitório, nomeadamente as quantidades de comida servida e algumas questões de higiene, a visita semanal do médico, que antigamente era diária, e o encerramento de uma caixa de multibanco no local.

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