Os insólitos da Península de Setúbal

Cuba aqui ao lado...

Os velhos do Restelo estão de volta com o lápis azul no seu bolso

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  • Ricardo Campus

Categoria
  • Opinião

O meu artigo de hoje reflete sobre os últimos acontecimentos a que alguns jornalistas estiveram expostos pela pequena ditadura de alguns presidentes de câmara que tentam a todo o custo calar aqueles que trabalham o seu dia a dia e que informam com rigor e isenção, mas que algumas dessas informações não são do gosto de todos, e quando o jornalista expõe mais do que devia as peripécias desses mesmos autarcas, então esse Órgão de Comunicação Social é um alvo abater.

 

Também na classe jornalística existe o bom e o mau profissional, ou melhor, o bom trabalho é feito e editado pelo sério jornalista que muitas das vezes não interessa aos senhores da política, pois o que importa é aquele jornaleiro que coloca tudo o que seja de cor-de-rosa, nas páginas e páginas dos pasquins para a opinião pública ler e levar uma lavagem de cérebro de temas que muitas das vezes não tem qualquer interesse para o leitor mas sim para camuflar situações menos corretas que muitas das vezes são puros favorecimentos internos mas que não são para ser descobertos pelos media.

 

Esta semana o mundo ficou marcado com a noticia da morte de Fidel Castro, para uns bom político, para outros um ditador, por cá neste pequeno recanto da Península de Setúbal, a semana ficou marcada por alguns acontecimentos menos corretos por pseudo-políticos, um desses casos acontece depois de um dos órgãos de comunicação social ter sido convidado a estar presente num evento promovido pela Câmara Municipal de Almada, e o jornalista que foi destacado para o trabalho ser escortinado até à quinta geração e não ser admitido no evento como jornalista mas sim como convidado, havendo mesmo um momento de tentativa de humilhação não conseguida por parte de alguns pseudo-políticos sem rosto nesse evento.

 

Esta situação menos boa, marcou aquele concelho como um concelho em que a sua população nada pode dizer, porque se “criticas és contra o sistema que está instalado”, ora vejamos, o jornalista e o OCS em causa realizou um trabalho de reportagem sobre a empresa municipal que gere os parques de estacionamento no concelho, claro que a reportagem deu voz aos cidadãos e também à empresa, mas o assunto “tabu” mexeu com a vereação e até com a administração da Ecalma que não gostou de ver noticiado o que se passava no dia-a-dia dos cidadãos e das perseguições que são feitas, resultado, foi a penalização por parte da Autarquia ao OCS, mas engraçado ainda foi a forma de agir dos responsáveis que nos gerem no dia-a-dia com o nosso voto, uma tentativa de bloqueio e humilhar o profissional que fez o trabalho e que destapou os pés de certos senhores que não gostaram de ver plasmada situações que estariam guardadas a sete chaves na empresa municipal.

 

A moral desta história é que o lápis azul ainda existe para alguns políticos que não suportam os verdadeiros jornalistas, habituados que estão aos jornaleiros de limpar os pés.

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