Mar 2020

Seminário Programa Operacional Mar 2020 decorreu no IPS de Setúbal

O Programa Operacional Mar2020 foi esta tarde apresentado no IPS de Setúbal pela gestora da Autoridade de Gestão do Programa Mar2020, Maria Teresa Mourão de Almeida

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  • Carmo Torres / Diário Imagem

Localidade
  • Setúbal

Categoria
  • Economia

O seminário sobre o Programa Operacional Mar 2020 decorreu na tarde desta quinta-feira, no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais, do Instituto Politécnico de Setúbal, e contou com a presença da arquitecta Maria Teresa Mourão de Almeida, gestora da Autoridade de Gestão do Programa Mar2020, de Pedro Dominguinhos, presidente do IPS e de Paulo Ribeiro, em representação da MAR7 - Associação para o Desenvolvimento da Economia do Mar no Distrito de Setúbal.

 

Pedro Dominguinhos começou por destacar “as parcerias que precisam de ser criadas para que se possa desenvolver todo o potencial do mar e que este programa vem efectivar, uma vez que a aposta principal é na inovação. E essa obtém-se através de esforços e trabalho de cooperação através de uma articulação em rede de um conjunto de actores. Com isso, beneficiamos todos, porque se criam mecanismos de atracção do investimento”.

 

Frisou também a importância da investigação “e é aí que os estabelecimentos de ensino superior entram. No caso do IPS, temos tido uma aposta clara na criação de parcerias com empresas e entidades e esse será o caminho que vamos continuar a trilhar.”

 

Potencializar o mar e as suas qualidades no desenvolvimento económico “é uma das principais aspirações da MAR7” salientou Paulo Ribeiro.

“Neste momento, num país com uma enorme linha de costa, o mar representa apenas dois por cento na economia nacional, o que está claramente abaixo das suas potencialidades. Por esse motivo, este programa Mar 2020 tem de ser totalmente aproveitado por todos, de forma a ‘puxar’ pela economia nacional, para criar riqueza e mais postos de trabalho. Daí esta parceria também com o IPS.”

 

Programa superou expectativas de participação

 

Seguiu-se a apresentação do programa por parte de Maria Teresa Mourão.

“Queremos aplicar todas as valências deste programa, mas da forma correcta, para não nos depararmos com situações como a que aconteceu com o PROMAR, que teve anos de estagnação. Neste caso, isso não irá acontecer, porque a adesão tem superado todas as nossas expectativas.”

 

O programa define um valor de 508 milhões de euros de apoio, 392 milhões do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas e 116 milhões de euros nacionais “embora a ministra das Pescas já tenha vindo afirmar que o Governo pondera aplicar mais verbas, tendo em conta o interesse despertado” referiu Maria Teresa Mourão.

 

Até ao momento o Programa, que vai estar activo até 2023, recebeu 226 candidaturas de Portugal Continental, 33 das quais já aprovadas e 193 em análise; e 650 candidaturas da região autónoma dos Açores.

 

A maior fatia do apoio vai para o sector das pescas, com 151 milhões de euros, seguindo-se o eixo da comercialização e transformação de produtos de pesca, 132 milhões de euros e 79 milhões de euros para a inovação na aquicultura, com valores mais baixos para os restantes eixos de investimento.

 

A inovação é a palavra-chave do programa, pelo que apenas podem concorrer propostas inovadoras. “E por isso são fundamentais as parcerias com os estabelecimentos de ensino superior e uma rede de organismos científicos para trazer mais valor além do financeiro.”

 

A gestora da Autoridade de Gestão do Programa esclareceu ainda que o site relativo ao programa foi melhorado, embora as candidaturas ainda não possam ser feitas por via electrónica, apenas em papel. O tempo de avaliação das candidaturas é de sessenta dias “podendo aumentar o prazo no caso das candidaturas para valores mais elevados”.

 

No final do seminário, foram colocadas questões por empresários ligados a várias actividades abrangidas pelo Programa.

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