Cobrança de IMI

Câmaras de Setúbal, Almada e Seixal são as que mais encaixam com o IMI

Almada é líder na cobrança de IMI, apesar da taxa reduzida (0,37%). Os três municípios da Margem Sul são, a par com Lisboa, Sintra e Cascais, os que mais dinheiro encaixam com os impostos sobre imóveis. 

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  • João Monteiro de Matos / Miguel Nunes Azevedo

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Localidade
  • Margem Sul

Categoria
  • Economia

As autarquias de Setúbal, de Almada e do Seixal estão a encaixar cada vez mais dinheiro com o Imposto Municipal sobre Imóveis cobrado aos munícipes.

 

Em 2015, o valor cobrado por este imposto foi o mais elevado dos últimos dez anos.

 

Segundo os dados do Anuário Financeiro dos Munícipes Portugueses relevados esta terça-feira, 22 de novembro, pela Ordem dos Contabilistas Certificados, a receita conseguida com este imposto recua até ao ano de 2006.

 

Almada é o município que lidera esta cobrança na Margem Sul. Das 25 Câmaras Municipais que mais ganham com o IMI, o executivo de Joaquim Judas arrecada 30,9 milhões de euros, com uma variação de 3,6%. Seguem-se Seixal, com 27,2 milhões de euros e Setúbal, com 25,2 milhões de euros.

 

No entanto, olhando para as taxas cobradas pelas autarquias, Almada teve um dos IMI mais baixos do distrito (0,37%), apenas superada por Sines (0,36%) e Alcácer do Sal (0,30%). Já Setúbal optou pela taxa máxima de 0,50% e o Seixal decretou 0,41%, ainda assim um valor mais baixo que outros municípios do distrito. 

 

Esta tendência está, contudo, a inverter-se com a chegada das Eleições Autárquicas. Foram já várias as autarquias que anunciaram a redução das taxas de IMI para este ano e próximo. 

 

O IMI chega a valer cerca de dois terços das receitas ficais destas autarquias.

 

De acordo com a análise da Ordem dos Contabilistas Certificados, com a despesa a cair e a receita a aumentar, a saúde financeiras destes municípios parece estar a recuperar dos últimos cinco anos de austeridade. 

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