Opinião

Uma Década de Investimentos na Água e Saneamento

Nos últimos 10 anos, e cumprindo o legado do poder local democrático, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento têm garantido aos montijenses o abastecimento público de água e o saneamento das águas residuais com elevados padrões de qualidade

Autores
Foto
  • DR

Categoria
  • Opinião

Foi graças ao empenho e dinamismo dos eleitos locais que se tornou possível diminuir, nos últimos anos, os enormes atrasos com que o Montijo se debatia em matéria de infraestruturas básicas.

 

No abastecimento de água potável realizaram-se investimentos fundamentais nos sistemas, como a remodelação das condutas principais de abastecimento na cidade e nas freguesias, a construção do reservatório elevado do Corte das Cheias, do reservatório elevado da Caneira, do reservatório elevado de Canha, do reservatório elevado das Taipadas, do reservatório elevado das Faias, do reservatório elevado dos Afonsos, do reservatório elevado de Pegões. Hoje garantimos uma água com superior qualidade e com um dos menores preços da região.

 

No saneamento de águas residuais e para conseguirmos fazer uma análise séria, precisamos de distinguir duas realidades distintas, o sistema de saneamento em alta e o sistema de saneamento em baixa. O primeiro deles é da responsabilidade da empresa multimunicipal Águas de Lisboa e Vale do Tejo, S.A., enquanto o sistema em baixa continua a ser uma responsabilidade direta dos Serviços Municipalizados.

 

O sistema de saneamento de águas residuais em baixa tem sofrido melhorias significativas, em particular nos órgãos separativos dos esgotos unitários, dos quais fazem parte as caixas separativas e a bacia de retenção construídas na frente ribeirinha da cidade. Todavia, é necessário continuar e transformar o sistema de esgotos em baixa, como temos feito na Avenida Luís de Camões, passando de unitário para um sistema separativo.

 

Nas áreas rurais dispersas, o sistema de saneamento de águas residuais em baixa recorre a fossas e camiões de transportes de efluentes, para que os mesmos possam ser tratados nas estações de tratamento. Quando as estações de tratamento foram construídas, deixaram-se ligações para os camiões descarregarem os efluentes nos órgãos de entrada, garantindo um controlo sobre derrames e poluição difusa.

 

Antes de 2007, não existia qualquer tratamento de esgotos no concelho, com a exceção da bacia do Seixalinho que, desde a conclusão das lagoas de estabilização, executava apenas um tratamento secundário. A esse respeito, é importante recordar que a conclusão das Lagoas de tratamento do Seixalinho foi um processo desenvolvido por concurso público, que resolveu um problema criado pela incompetência da gestão CDU quando adiantou pagamentos e aceitou, na altura, a falência do empreiteiro.

 

Foi assim há dez anos que se iniciou, no território montijense, uma das suas mais históricas obras públicas. A celebração do contrato de recolha de efluentes com a SIMARSUL, S:A., originou um significativo conjunto de investimentos no sistema de saneamento de águas residuais em alta, construindo as infraestruturas fundamentais para um concelho moderno, desenvolvido e justo.

 

Estamos a falar das obras realizadas para construir o sistema de saneamento em alta, das condutas interceptoras, das Estações Elevatórias (EE) e as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que representam um esforço de investimento que ronda os 26 milhões de euros pagos exemplarmente pelo Município do Montijo, mas que aguarda a conclusão de todas as obras previstas pela empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, S.A.

 

Desde primeiro momento em que assinou o contrato de recolha que, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento do Montijo exigem a conclusão dos investimentos previstos para o Montijo, designadamente a estação de tratamento da Vila de Canha e a conduta interceptora da Lançada. Sabemos que, embora o investimento na interceptora da Lançada seja essencial para resolver alguns pontos de esgotos unitários diminutos, a ETAR de Canha é uma obra fundamental para a qualidade de vida da vila de Canha, e por isso não se entende o seu sucessivo adiamento por decisão da empresa multimunicipal Águas de Lisboa e Vale do Tejo, S.A., uma empresa criada pelo anterior Governo do PSD contra a vontade dos municípios. Aguardamos que em breve seja apresentada pelos responsáveis uma solução para ambos os problemas.

 

Num momento em que partimos para a conclusão destes importantes investimentos, e quando alguns pensam que podem diminuir o Montijo, passando mensagens enganadoras e contrárias aos interesses dos montijenses, desafiamos todos para continuarmos um trabalho autárquico que muito tem desenvolvido a nossa terra.

 

Presidente da Câmara

Nuno Canta       

Adicionar Comentário