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Sobre o Centenário da Revolução de Outubro

Esta semana contamos com um artigo de opinião assinado por Armando Morais, Membro do Secretariado da Direcção Regional de Setúbal do PCP

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Em 2017 passam cem anos desse histórico acontecimento que abalou o mundo assente na exploração, repressão e miséria. A revolução, preparada por toda a marcha do desenvolvimento do capitalismo mundial na sua fase imperialista que Lénine desvendou, partindo das teses e instrumentos de análise desenvolvidos por Marx e Engels e tornou-se um resultado inevitável da situação revolucionária que se gerou na sociedade russa e da acção consciente do proletariado russo e do seu Partido – o Partido Bolchevique.  

 

A Revolução de Outubro teve como antecedentes históricos, dos quais retirou importantes ensinamentos, outras experiências revolucionárias que vão da Comuna de Paris de 1871 à Revolução russa de 1905.

 

Foi a primeira revolução socialista vitoriosa em que pela primeira vez a classe operária e os seus aliados conquistaram o poder e com esse poder conquistado encetaram um extraordinário processo de transformação social.

 

A Revolução Socialista transformou a velha e atrasada Rússia dos czares num país altamente desenvolvido, capaz de conter, como conteve durante décadas, o objectivo de domínio mundial do imperialismo.

 

Foi a União Soviética o primeiro país do mundo a pôr em prática ou a desenvolver como nenhum outro direitos sociais fundamentais, como o direito ao trabalho, a jornada máxima de 8 horas de trabalho, as férias pagas, a igualdade de direitos de homens e mulheres na família, na vida e no trabalho, os direitos e protecção da maternidade, o direito à habitação, a assistência médica gratuita, o sistema de segurança social universal e gratuito, e a educação gratuita.

    

A evolução mundial destes últimos anos, no seguimento das derrotas do socialismo, revelou assim, ainda mais, a importância das históricas realizações do socialismo e dos avanços civilizacionais que lhe estão associados.

 

O capitalismo, mergulhado numa das suas mais profundas crises, nada mais tem a oferecer aos povos se não o agravamento da exploração, o desemprego, a precariedade, a usurpação e destruição de recursos, a ingerência, o militarismo e a guerra.

 

São muitos os problemas as dificuldades e os problemas a vencer, mas é no socialismo e não no capitalismo que os trabalhadores e os povos encontrarão resposta para as suas aspirações de liberdade, igualdade, justiça, progresso social e paz.

 

Armando Morais

Membro da DORS do PCP

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