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OPINIÃO – Valorizar o Património é promover o Turismo

Esta semana um artigo de opinião de Hélder Leal Rodrigues, presidente da JP Barreiro.

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Um concelho com tão vasto património histórico e natural, como a Igreja de Nossa Senhora da Graça (classificado como Monumento Nacional, fruto do seu portal manuelino), o Património Industrial da antiga CUF, a Real Fábrica de Vidros de Coina (Imóvel de Interesse Público), os antigos Fornos do Biscoito, de Cerâmica e de Cal, a antiga Estação Ferroviária e o Palácio de Coimbra, não esquecendo toda a Mata Nacional da Machada e Sapal do Rio Coina, tem um potencial tremendo para se desenvolver através do Turismo.
 
Os exemplos que elenquei são apenas uma ínfima parte do património que pode ser o elevador para o turismo barreirense. Meras acções de cosmética, apesar de serem um sinal importante, uma declaração de interesses e um primeiro passo, não são suficientes para promover o turismo no nosso concelho. É preciso valorizar aquilo que temos, o nosso património histórico e natural.
 
Há vários pontos de interesse a aproveitar, fruto de uma história de vários séculos. História que reporta ao tempo dos Descobrimentos, com a madeira da nossa Mata a ser utilizada para a construção das caravelas, para além dos biscoitos que eram feitos em Vale de Zebro.
 
Mas também a um forte período industrial, onde o Barreiro era, verdadeiramente, a capital da indústria portuguesa, um centro de produção, negócios e economia para onde todos os portugueses se viravam e para onde muitos, do mundo rural, se mudaram. Tudo isto ajudou a construir uma marca, uma identidade, o "ser camarro".
 
Todo este património histórico, natural e cultural deve ser promovido e não podemos ficar à espera que os turistas entrem, quase por engano, no barco rumo ao Barreiro. A proactividade é essencial para o sucesso num mercado tão competitivo como é o turístico, sendo prioritário estar próximo do Turismo de Portugal e promovendo a nossa marca local junto de promotores especializados, aproveitando a onda turística de Lisboa.
 
O recente anúncio do executivo camarário, sobre a transformação do Palácio de Coimbra no novo‎ Teatro Municipal do Barreiro é um bom começo na valorização do património histórico do concelho‎, mas há muito mais que pode ser aproveitado.
 
Porque não transformar a antiga Estação Ferroviária num Museu da Ferrovia e do Rio? A localização é óptima, o espaço está praticamente ao abandono, mas, de forma inteligente, pode ser reconstruído, mantendo os traços identitários do edifício, há estacionamento nas proximidades, é de fácil acesso (seja pela via rodoviária, ferroviária e fluvial) e é uma das marcas do nosso concelho: a ligação do rio ao comboio.
 
Fica o desafio.
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