Moita

POLÍTICA – PS exige resolução para o problema de baratas no concelho da Moita

O Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Moita alertou o executivo para os problemas de baratas que têm vindo a prejudicar a população, solicitando medidas imediatas para a resolução do problema.

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Na nota enviada ao Diário do Distrito, o Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Moita refere que «desencadeou um conjunto de iniciativas que visam exigir da Câmara Municipal da Moita uma melhor intervenção no sentido de terminar com o flagelo que vem prejudicando uma parte considerável da população do concelho e que se prende com as pragas de baratas.
 
O concelho da Moita tem-se vindo a debater já há alguns anos com pragas de baratas que proliferam um pouco por todo o lado, e que se alastram a cada época de primavera/verão.
 
O facto é que não são apenas as zonas mais antigas que sofrem com o problema, o que já seria mau.
 
A realidade permite-nos assistir,  ano após ano, e cada vez com maior número de sítios e bairros afetados , a um espetáculo deplorável com grandes quantidades de baratas que se ‘passeiam’ pela via pública e a treparem por prédios e que, em resultado das intervenções de desbaratização, se refugiam nas casas dos habitantes do concelho sem que estes tenham por parte do Município qualquer resposta considerando que isso acontece por sua inteira responsabilidade uma vez que lhe cabe cuidar das condições dos esgotos.
 
Na reunião da Assembleia Municipal de fevereiro último, o Grupo Municipal do PS, no ponto da ordem do dia “atos da Câmara”, questionou o Presidente da Câmara sobre essa ocorrência e as medidas tomadas, e o reforço delas.
 
A resposta do tipo “fazemos o que sempre fizemos” permite aferir que independentemente do grau da gravidade a atuação é a mesma, o que não deixa descansados os munícipes.
 
De qualquer modo, mesmo essa resposta, curta e evasiva, não é suficiente para o escrutínio que urge fazer, tanto mais que estamos novamente no período do ano em que se prevê que o drama retome.
 
Exatamente por isso, os autarcas do PS na Assembleia Municipal da Moita enviaram requerimento a questionar, novamente, a Câmara Municipal da Moita.  Todas as perguntas formuladas por escrito pelos autarcas socialistas visam apurar o que se passa desde há 6 anos e as razões porque o problema não foi ainda travado.
 
Não obstante, e porque esta situação, como se disse inicialmente, já dura há uns bons anos e em cada ano o problema é maior porque se alastra a mais uma parte do território concelhio, se com o anterior esteja resolvido, importa recorrer a outras instâncias com o objetivo de procurar a resolução do que se expõe ou diminuir a uma expressão insignificante.
 
No ano passado, muitos munícipes utilizaram as redes sociais para passarem imagens de situações que são impossíveis não entrar na esfera da saúde pública daí que os autarcas solicitaram a intervenção, dirigindo exposições escritas à Provedoria de Justiça, à Delegação Regional de Saúde de Lisboa e Vale Tejo e à Agência Portuguesa do Ambiente.
 
É também de referir o modo como a Câmara Municipal da Moita se descarta da sua responsabilidade no que tem a ver com a perturbação que ocorre dentro das habitações e sobre a qual os respetivos moradores se sentem impotentes.
 
Referimo-nos ao facto de as baratas existentes nos esgotos das ruas, em resultado de atos de desbaratização, se refugiarem nos esgotos dos prédios e daí entrarem para os apartamentos sem que exista por parte da autarquia qualquer colaboração ou acompanhamento no sentido de evitar que tal aconteça.
 
Afinal, antes da desbaratização dos esgotos exteriores era desejável que ocorresse a aplicação de produto na caixa das escadas dos prédios como barreira à entrada das baratas. Este ou outro método.
 
O facto é que a Câmara Municipal não se pode desresponsabilizar das perturbações e prejuízos que causa.
 
Os eleitos do PS pedem às entidades contactadas a adequada intervenção, na salvaguarda dos direitos dos cidadãos, nomeadamente nas vertentes da salubridade e saúde públicas, para além das   condições dignas na esfera ambiental e, obviamente, para pôr fim aos prejuízos sociais que o quadro apresenta.»
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