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OPINIÃO – A nova Unidade de Saúde Familiar em Montijo

Um artigo de opinião de José Caria (ex-vereador; ex-presidente de Câmara; deputado municipal), acerca da nova Unidade de Saúde Familiar em Montijo.

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A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e a Santa Casa da Misericórdia do Montijo assinaram, em 20 de abril 2018, na sede da Santa Casa, o acordo de cedência de utilização de uma ala desocupada do Hospital do Montijo para a instalação de um novo Centro de Saúde (Unidade de Saúde Familiar – USF Aldegalega).
 
Num investimento público de meio milhão de euros, a USF Aldegalega irá abranger cerca de 13 500 pessoas, terá sete médicos de família e entrará em funcionamento durante o próximo ano (2019).
 
Todas as entidades envolvidas e interessadas nesta questão foram unânimes em assumir que o novo centro de saúde vai permitir melhor os cuidados de saúde no concelho, através da integração dos cuidados primários com os cuidados hospitalares.
 
Com esta assinatura vamos ter mais um centro de saúde no Montijo e, com isso, pretende-se resolver o problema do excessivo número de famílias montijenses sem médico de família.
 
A integração vertical dos cuidados de saúde permite conjugar esforços, servir melhor as pessoas e alargar, substancialmente, o acesso à saúde.
 
O presidente da câmara de Montijo está, também, de parabéns porque sempre pugnou por esta solução.
 
Um dos principais erros dos últimos anos (nomeadamente do Governo PSD/CDS-PP/Passos Coelho) foi o desinvestimento na rede dos cuidados de saúde primários.
 
O anterior Governo (PSD/CDSpp/Passos Coelho) operou o maior corte contra um serviço público em Portugal tendo o SNS perdido médicos, enfermeiros, técnicos de terapêutica e diagnóstico e ainda assistentes operacionais, através de um corte de 360 milhões de euros nos gastos com pessoal.
 
Tornou-se fundamental, com o XXI Governo constitucional (PS/António Costa), recuperar a centralidade da rede de cuidados de saúde primários na política de saúde, expandindo e melhorando a sua capacidade.
 
De entre os elementos chave desta resposta está a dotação deste nível de cuidados com um novo tipo de respostas.
 
O XXI Governo constitucional comprometeu-se com o apoio dos Parceiros Políticos que estiveram e estão na base da Maioria Parlamentar de Esquerda, até ao final da XIII legislatura, a criar 100 novas Unidades de Saúde Familiar, assegurando por esta via a atribuição de médicos de família a mais 500 mil habitantes.
 
Esta nova Unidade (USF MONTIJO) integrará o ACES Arco Ribeirinho e, após obras de beneficiação e adaptação do espaço, iniciará funções em 2019 com uma equipa composta por 7 Médicos, 7 Enfermeiros e 5 Assistentes Técnicos, permitindo atribuir médico de família a cerca de 5.700 utentes que atualmente não o possuem.
 
Recordo que o atual Governo (PS/António Costa) tem trazido bons números à área da saúde: A despesa no SNS nestes dois anos e meio cresceu mais de 700 milhões de euros; em 2017, a despesa com o SNS cresceu 3,5%; o SNS, nestes dois anos e meio de Governo PS/António Costa, foi reforçado com sete mil profissionais.
 
2017 foi o ano em que houve mais transferências do Orçamento do Estado para a Saúde; todavia o caminho que falta percorrer, ainda é muito longo.
 
No caso da nova Unidade de Saúde Familiar em Montijo lamento que o PSD de Montijo e a CDU estejam contra esta iniciativa quando existem tantos utentes sem médicos de família no Montijo.
Recordo, para que se saiba, que o PCP/CDU aprovou o PROGRAMA do XXI Governo constitucional (PS/ António Costa) donde consta a criação de 100 novas Unidades de Saúde Familiar e, recordo ainda, que autarcas do PSD/Montijo estiveram contra a vinda da Valência de Oftalmologia - no quadro do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo - para a Cidade de Montijo!
Mais uma vez estão do lado errado da história!!!
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