Acordo Extrajudicial poderá ser a recuperação do Casino de Tróia

EMPRESAS - Casino Hotel de Troia salvo por acordo extrajudicial de recuperação

O fundo Aquarius da Oxy, detentora de 75% do capital e 55% dos créditos no valor de 158 milhões de euros do Casino Hotel de Troia, apresentou recentemente um acordo extrajudicial para a recuperação da empresa. O reembolso será feito através da venda dos apartamentos que aquele fundo possui.

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São 61 quartos com 144 apartamentos de luxo que compõem o Troia Design Hotel, o empreendimento abriu em 2009 e constituía a “joia da coroa” do grupo, nele faz parte o Casino Hotel de Tróia. A empresa detentora do empreendimento colocou os apartamentos à venda, mas sem compradores, sem o êxito alcançado e objetivo, optou por fazer apenas exploração hoteleira e aguardou para que a crise financeira fosse embora para voltar à comercialização dos apartamentos.
 
O empreendimento que foi promovido pela empresa Amorim Turismo, o negócio não corria de acordo com os objetivos a atingir e com uma grande dívida, a empresa alienou 75% do seu negócio hoteleiro, que incluiu o hotel e o casino de Tróia, ao fundo Aquarius, da capital de risco Oxy Capital, o negócio viria a ser realizado já no final do ano de 2014. O tribunal recebeu na passada segunda-feira a lista de credores do CHT, no quadro de um Processo Especial de Revitalização (PER). O procedimento é simplificado e pretende que seja feito um acordo extrajudicial que vá ao encontro da recuperação da empresa, anunciou a edição online do Negócios. O plano  está praticamente fechado e com a aprovação da maioria dos detentores dos 157,9 milhões de euros de créditos. O Aquarius, dona de 55% dos créditos, é o primeiro subscritor do plano e já terá conseguido apoios de outros credores de relevo, entre os quais o segundo maior, o BCP.
 
Segundo a mesma edição, adianta que segundo uma fonte próxima do processo garantiu que “ a Oxy meteu o PER para evitar que um dos credores requeresse a insolvência da empresa”:
 
Nuno Amado, presidente do BCP já viu ser reconhecido a dívida que a empresa tem para com o banco em cerca de 41 milhões de 50 milhões que reclamava no PER do CHT. Os 8,8 milhões são de obrigações de sociedade como a Goldtur e Grano Salis.
 
O gestor judicial Pedro Pidwell submeteu uma lista de 114 credores ao tribunal, onde consta o BPI, onde é reconhecido a dívida de 12,7 milhões de euros, sendo que 12,4 milhões também são legitimados para o Popular Portugal, agora integrado no Santander. Mas o leque de dívidas é extensivo e à Fazenda Nacional, a empresa apresenta uma dívida reconhecida de quatro milhões de euros. A Segurança Social aparece como credor privilegiado, por retenção de taxa social única, no valor de 44 mil euros.
 
Casino de Tróia um investimento condenado
 
Abriu portas a 1 de janeiro de 2011, o Casino Tróia, que também é controlado pelo fundo Aquarius em 75%, foi um investimento condenado a não singrar no panorama do jogo físico no nosso país. O ano passado fechou o exercício com menos receitas do que no ano anterior.
 
A faturação situa-se nos 3,8 milhões de euros, o que representa uma quebra anual de 4,7% para 309,2 milhões de euros. A quota de mercado do CT o ano passado foi de 1,24% que desceu ainda mais nos primeiros três meses de 2018, faturando apenas 763 mil euros.
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