Opinião

OPINIÃO - Onde anda o PAN?

Esta semana um artigo de opinião de André Nunes, eleito pelo PAN na Assembleia Municipal do Seixal.

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Por estes dias foi notícia a forma como cavalos, burros e outros animais eram mantidos numa quinta situada no Parque Industrial da Catrapona, no Concelho do Seixal, vetados ao total abandono, num estado de aparente negligência.
 
O caso, com forte impacto e disseminação nas redes sociais, originou nestas um coro de protestos em torno da forma como os animais, em geral, são tratados no nosso país e visaram um conjunto de entidades, com governantes à cabeça, entidades públicas fiscalizadoras pelo meio e, a espaços mas não raras vezes, o PAN. Leu bem, o PAN. Não os partidos em geral mas um em concreto.
 
A pergunta repetidamente feita era “onde anda o PAN?”. Todos percebemos o alcance da afirmação em jeito de pergunta. Ora, à parte de compreendermos a revolta que casos como o da Catrapona despoleta nas pessoas - pois também a sentimos - somos da opinião que a pergunta está mal formulada, que é como quem diz, achamos de uma profunda injustiça a consideração feita.
 
Na nossa opinião a pergunta não deveria ser “onde anda o PAN?” mas sim “onde não tem andado o PAN?”.
 
Isto porque sendo o PAN um partido político recente na democracia portuguesa (não tem ainda nem dez anos de existência!), o que alcançou desde que em 2015 entrou na Assembleia da República foi mais do que o que se alcançou em quarenta anos de democracia.
 
Se é suficiente? Não. Categoricamente não. Mas não o é justamente porque o PAN, com um único deputado, não está onde deveria estar, leia-se, não tem o peso que deveria ter. Um deputado à Assembleia da República, por mais bem-sucedido que seja, não consegue o que 229 não querem.
 
Mas afinal “Onde não tem andado o PAN durante estes quarenta anos de democracia?”.
 
Desde logo não tem andado na Assembleia: nos seus plenários, nas suas comissões, nos seus corredores; não tem andado igualmente no terreno, a denunciar tudo o que são atropelos flagrantes aos direitos dos animais e ao ambiente, como agora tão bem faz!
 
Houve outros que cá andaram e, esses sim, nada fizeram, o que faz com que a pergunta feita por aquelas pessoas tenha, ainda assim, uma ponta de verdade: as pessoas perguntam onde anda o PAN porque sabem que de todas forças políticas, só o PAN tem verdadeiramente a preocupação de zelar pelos animais não-humanos.
 
Pois bem, então e como diz recorrentemente o nosso porta-voz, “dêem-nos mais responsabilidade”, “nós queremos ter mais responsabilidade”, “só tendo mais força conseguiremos fazer mais e melhor pelos animais”.
 
Quem nos conhece sabe a dedicação e suor que colocamos no nosso trabalho em prol de uma sociedade mais justa e melhor para todos os seres.
 
Quem não nos conhece poderá, legitimamente, colocar dúvidas, sendo que essas só serão dissipadas à medida que o partido for ficando mais forte.
Mas isso não depende só de nós.
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