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ECONOMIA - Pela promoção da América Latina em Portugal

2.º Fórum Empresarial do Atlântico teve a presença do ministro da Economia e procurou reforçar "união e relações diplomáticas e económicas" entre o nosso país e os vários mercados sul-americanos

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A prioridade estava definida à partida: potenciar negócios e estabelecer parcerias entre Portugal e a América Latina. No 2.º Fórum Empresarial do Atlântico, acolhido pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) na sua sede na Culturgest, em Lisboa, o Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas (IPDAL) deixou claro que Portugal procura uma interligação com aquela zona do globo. "Queremos exportar e este tipo de iniciativa é importante para estabelecer contactos. Conhecemos novos mercados, mas também nos ficam a conhecer e ao que temos para oferecer. Queremos promover a América Latina em Portugal, sabendo que esta tem um grande nível de importações, mas que também projeta um cada vez maior grau de investimento da Europa", afirmou o líder da organização, Paulo Neves.

 

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, destacou a oportunidade: "Todas estas iniciativas são importantes para o comércio internacional. Sabemos que o processo de internacionalização das empresas não é fácil, mas quero deixar bem claro que existem instrumentos financeiros, de crédito que facilitam e promover conhecimentos e contactos", disse, realçando as Câmaras de Comércio.

 

Para Manuel Caldeira Cabral, a União Europeia deve abrir horizontes de forma a liderar nas transações e deu o exemplo recente de Portugal, enumerando dados recentes relativamente ao crescimento económico: "As relações comerciais crescem. O número de turistas que vem da América do Sul continua a evoluir. Temos com a América do Sul excelentes relações políticas, mas aprofundámo-las a nível económico. Portugal teve o maior crescimento económico em 18 anos. As exportações valeram 11%, nos quais os países da América do Sul se destacaram. Também o investimento estrangeiro cresceu a bom ritmo [8%] e demos um sinal claro de que Portugal está aberto ao comércio. Prova disso são os regimes de visto para quem investe no mobiliário ou pela estratégia de apoio às startups que, em Portugal, dão, às vezes, os primeiros passos na Europa".

 

O evento contou com a participação de embaixadores de Brasil, Peru, Colômbia, Chile, Argentina e México, presenças destacadas pelo ministro da Economia como "facilitadores de transações", mas também Marrocos esteve representado, no caso pelo Conselheiro Económico Mohamed Bouasria, reforçando-se as relações institucionais que a secretária de estado do Turismo já havia considerado "uma aposta muito forte".

 

A fechar, Francisco Cary, da CGD, resumiu a vontade de aproveitar a partilha do Oceano Atlântico para criar uma relação "de confiança e proximidade", garantindo a vontade do banco público na ajuda ao país para prosseguir "a economia de vocação internacional".

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