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IMOBILIÁRIA | A mediação imobiliária – desconfiamos do que desconhecemos

Iniciamos esta semana uma rúbrica sobre o sector imobiliário com o consultor na área, José Torres

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Localidade
  • Distrito de Setúbal

Categoria
  • Economia

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Por uma razão ou por outra, alguns encaram a mediação imobiliária como algo de suspeito ou uma mera perca de dinheiro perfeitamente dispensável. No entanto recorrer a um consultor imobiliário para nos ajudar a comprar, vender ou arrendar casa pode ser a única forma de fazermos um negócio de que nunca nos vamos arrepender.

 

Enquanto consultor imobiliário, tenho frequentado vários cursos e ações de formação. Em todas elas tenho ouvido repetidamente a expressão:

- A mediação imobiliária é um negócio de pessoas e não um negócio de casas.

 

Inicialmente pareceu-me ser um chavão publicitário daqueles que as marcas usam para se promoverem, mas que de conteúdo teria muito pouco.

Mas rapidamente me apercebi do grande significado que essa expressão tem para o consultor imobiliário e aquele que a não entenda e não a leve em conta, o melhor é mudar de atividade porque nesta não terá muito futuro.

 

Comprar uma casa em Portugal na esmagadora maioria das vezes, é o negócio da vida das pessoas e das famílias. Tem uma importância e um significado muito relevante para o seu bem-estar e até equilíbrio emocional. É normalmente um investimento que demora muitos anos a pagar.

 

Por isso o consultor imobiliário tem que ser uma pessoa em que as pessoas confiam. E para ganhar a confiança tem que possuir uma série de requisitos profissionais, mas sobretudo humanos, de que um mero vendedor de casas não precisa para nada. Tem que possuir vários atributos, de índole profissional, tal como ser competente, ser profissional e conhecer bem a sua profissão.

 

Mas isso por si só, não é suficiente. Acima de tudo, tem que ser uma pessoa honesta, transparente, atenciosa, que saiba dialogar, que goste de ajudar, que saiba criar empatia com as pessoas.

 

Permitam-me contar uma pequena história de que tive conhecimento recente.

Na rua onde moro, num negócio mediado por um colega que posteriormente conheci na empresa onde trabalho em Almada, foi vendida uma casa. A anunciar a venda foi ali colocado um cartaz com a sua fotografia, como é habitual na empresa.

Mora na vizinhança uma senhora já com alguma idade, que ao longo dos anos tem recorrido a esse meu colega para fazer negócios no ramo do imobiliário.

A ligação dessa senhora ao meu colega é tão forte que, sempre que ali passava, não resistia, olhava para fotografia do cartaz e dizia:

- Bom dia senhor António!

 

Quando me contaram esta história, percebi o significado da expressão que tantas vezes tenho ouvido. Não há dúvida que o Consultor Imobiliário (com letra maiúscula, sim senhor) tem que se preocupar com as pessoas e informar-se dos seus gostos, da sua maneira de ser, das suas aspirações e dos seus sonhos. E só depois disso, tentar então encontrar, não uma casa, mas a CASA em que logo no primeiro contacto as pessoas pensem:

- UAU! É mesmo esta a casa que procuro há tanto tempo!

 

José Torres

Consultor imobiliário Almada - jaftorres37@gmail.com

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