Taça de Portugal

FUTEBOL | CD Pinhalnovense cai no prolongamento aos pés do Vitória FC

Numa tarde de verão em pleno outono, o Vitória teve de suar bastante para seguir em frente na Taça de Portugal, perante um Pinhalnovense que tudo fez sair vitorioso deste jogo. Apesar de tudo, tarde de festa no Pinhal Novo, com o Santos Jorge à pinha, para assistir a este duelo teoricamente tão desigual. Na prática… não tanto

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  • Diário Imagem | J. D.

Localidade
  • Pinhal Novo

Categoria
  • Desporto

O Vitória começou o jogo ao ataque e logo no primeiro minuto ficou a reclamar uma grande penalidade, com Gonçalo Paciência a cair na área do Pinhalnovense. Bruno Esteves nada assinalou.
 
 
À passagem do minuto 18, Alain cabeceou para o fundo das redes sadinas, após canto cobrado do lado direito do ataque. O árbitro da partida acabou por anular o lance por pretensa falta ofensiva.
 
 
À meia hora de jogo, o Vitória viria a desperdiçar a melhor oportunidade do primeiro tempo. Após perdida de bola infantil de um defesa da casa, Gonçalo Paciência galgou terreno pela esquerda e, à entrada da área virou a agulha para Arnold que surgiu isolado na direita, apenas com Maringá pela frente. O remate saiu forte, mas ao lado do poste esquerdo da turma local.
 
 
Logo após esta perdida, o juíz da partida concedeu a primeira pausa para refrescar os atletas, numa tarde de calor anormal para esta altura do ano.
 
 
Aos 40’, Gonçalo Paciência fugiu à marcação e conseguiu ainda rematar rasteiro. No entanto, a bola passou perto do poste da baliza local.
 
 
O nulo ao intervalo penalizava sobretudo a turma de José Couceiro que, dona de um mais fino recorte técnico, não conseguiu dar o melhor seguimento às poucas bolas que rondaram a baliza Pinhalnovense.
 
 
No reatar da partida, por volta do minuto 49, Gonçalo Paciência de novo com hipótese para inaugurar o marcador. No entanto, Maringá foi lesto a sair aos seus pés.
 
 
O Vitória reforçou o ataque, com a entrada do internacional Edinho, mas seria Gonçalo Paciência a dar o melhor seguimento a um livre marcado por João Amaral. A bola foi levantada para a área e o avançado sadino cabeceou em arco bem ao ângulo esquerdo de Maringá, que só com asas é que lá chegaria. Estava aberto o activo no Santos Jorge.
 
 
A vantagem galvanizou o Vitória, com Gonçalo Paciência a protagonizar novo falhanço minutos depois, com a bola a atravessar a área do Pinhalnovense, com Edinho a não conseguir finalizar.
 
 
Aos 81’, Gonçalo Paciência falha de novo a oportunidade de dilatar o marcador, rematando frouxo à figura de Maringá.
 
 
No minuto seguinte, o Pinhalnovense podia ter empatado a partida. Feiteira desmarca-se mas acaba por dominar mal bola, perdendo tempo para desfeitear o guardião sadino.
 
 
Ao minuto 85, estalou o verniz no Santos Jorge. Li Jiachen adianta-se à defesa sadina e cai na área, derrubado por Nuno Pinto. Bruno Esteves considerou que a falta ocorreu ainda antes do avançado transpor a linha da grande área.
 
 
Na sequência dos protestos, Podstawski e o delegado ao jogo do Pinhalnovense foram expulsos. Do livre não resultou grande perigo, pois o remate saiu bastante por cima da barra.
O Pinhalnovense acreditava que o empate ainda era possível. Havia ainda 7 minutos de tempo de compensação.
 
 
Aos 90+6’, Alain leva o jogo para o prolongamento e leva o recinto ao rubro. Cristiano não consegue agarrar um potente remate, deixando a bola à mercê de Li Jianchen, a bola acaba por sobrar para o central da turma da casa, que leva o jogo para mais 30 minutos.
 
 
Prémio para a turma da casa, que nunca desistiu, perante um Vitória que podia ter evitado mais cedo este desfecho.
 
 
A primeira parte do prolongamento viria a revelar um Vitória mais acutilante, apesar da desvantagem numérica. Porém, o empate não seria desfeito antes da troca de campo.
 
 
Seria ao minuto 113 que o Vitória viria a desempatar o marcador, através de um excelente remate colocadíssimo de João Teixeira, ao ângulo, que deixou uma vez mais Maringá sem qualquer chance de evitar o golo.
 
 
O Pinhalnovense ainda tentou ir para as grandes penalidades, mas o remate de Bruno Grou, no último minuto foi desviado para canto.
 
 
O Vitória acabou por passar à próxima ronda, embora o Pinhalnovense tenha dado uma excelente réplica, obrigando a formação primo-divisionária a fazer trabalho extra.
 
 
Taça de Portugal Placard 2017/2018
3ª Eliminatória
CD Pinhalnovense 1 – 2 Vitória FC (após prolongamento)
 
CD Pinhalnovense: Maringá (gr); Pinéu (Sócrates 83’), Alain, Miguel Ângelo e Bebé; Feiteira, Zé Lúcio (Landim 75’) e Arcanjo; Bruno Grou (cap), Diego Zaporo (Li Jiachen 75’) e Ely Fernandes
Treinador: Ricardo Cravo
 
Vitória FC: Cristiano (gr); Pedro Pinto, Vasco Fernandes (cap), Semedo (Edinho 54’) e Nuno Pinto; Podstawski, Nenê Bonilha e Costinha; Arnold, Gonçalo Paciência (André Pedrosa 90’) e João Amaral (João Teixeira 83’)
Treinador: José Couceiro
 
Golos: 0 – 1 Gonçalo Paciência (66’); 1 – 1 Alain (90*6’); 1 – 2 João Teixeira (113’)
 
Cartões amarelos: Miguel Ângelo (59’), Gonçalo Paciência (69’), Maringá (87’), Vasco Fernandes (109’)
Cartões vermelhos: Podstawski (90’)
 
 
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