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OPINIÃO | A importância do PAN

Esta semana um artigo de opinião de André Nunes, cabeça-de-lista pelo PAN Seixal às autárquicas

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  • Seixal

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Após um debate de candidatos à Câmara Municipal do Seixal em que participei na passada segunda-feira, impunha-se a reflexão, sendo que, dias volvidos após aquele, sou levado a concluir que mais do que o desafio da apresentação de propostas inovadoras, o maior desafio que espera o PAN é o de pugnar pela mudança de paradigma.

 

Digo-o, sem ponta de snobismo, ao constatar o quão distantes estão de nós as demais forças políticas em concurso, nas quais o cunho antropocêntrico permanece enraizado e, ainda assim, o Homem continua a não ser mais do que um mero chavão eleitoral.

 

Basta, para ilustrar o que digo, recordar que quando perante um tema como o da Siderurgia Nacional, foi notório o desconforto da plateia quando assumi, sem reservas, que só podem ter lugar no concelho actividades que respeitem a saúde das populações e o ambiente, quaisquer que elas sejam e independentemente de factores económicos e de emprego.

 

É, pois, urgente apostar num novo paradigma, ainda que com sacrifício de votos mas a bem de algo maior: da preservação do planeta, das nossas vidas e das demais espécies que connosco coexistem. Um paradigma de respeito; respeito para com o nosso próximo - no qual se incluem as gerações vindouras, - respeito para com a nossa casa comum e para com todas as espécies que nela habitam. No PAN somos pelas pessoas, pelos animais e pela natureza porque não é viável um planeta que exclua um destes três pilares.

 

De resto, os sinais que mais recentemente nos têm sido dados pela natureza provam isso mesmo e mostram um planeta cada vez mais exausto de tanta exploração a que é sujeito.

 

O programa eleitoral do PAN para o concelho do Seixal é o reflexo do planeta que gostaríamos de ter: um planeta no qual todos têm lugar e em que todos merecem igual consideração. É um programa eleitoral que não se circunscreve aos animais e ao ambiente mas que deles faz uma defesa intransigente; um programa que aposta em áreas transversais à vida em sociedade e que prioriza o que julgamos ser essencial: a saúde, com uma aposta forte, coerente e acessível na prevenção em detrimento da aposta fácil e esbanjadora na reacção; a Educação e Cultura, com uma política pensada para não queimar etapas e para potenciar o valor individual de cada um; a Habitação e a Mobilidade, que se querem inclusivas em toda a sua dimensão, não deixando ninguém para trás; o Património, expoente máximo do nosso legado cultural e que compõe a nossa identidade colectiva; a Segurança, pilar fundamental de uma comunidade que valoriza a paz e a justiça; a Transparência e Cidadania, vital para a qualidade da democracia no combate ao absentismo; e por fim, a Economia e Inovação, com uma aposta não no crescimento pelo crescimento mas no crescimento sustentado, assente na necessidade.

 

Espera-nos, bem sei, uma luta gigantesca e desigual, à qual não viraremos a cara.

Nem poderíamos! Somos um partido de causas.

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