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OPINIÃO | Dia Internacional de Sensibilização para a Escoliose assinala-se a 24 de Junho

Escoliose Idiopática do Adolescente: onde estamos?

Artigo de opinião de Pedro Fernandes, ortopedista do Hospital de Santa Maria e coordenador da campanha “Josephine explica a escoliose”


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A escoliose assume-se como uma deformidade na coluna vertebral que dependendo da sua gravidade pode ter um impacto significativo na autoimagem e na qualidade de vida das crianças e adolescentes afetados.

 

Falamos de escoliose apenas quando o ângulo de Cobb é superior a 10º acompanhado de rotação horizontal das vertebras do ápex da curva, o que provoca a deformidade do tórax e a tão inestética “bossa”. Tendo em conta esta definição, ficam de fora todos os desvios posturais, habitualmente flexíveis e sem rotação, e a maioria dos desvios escolióticos de grande raio, termo que frequentemente vemos relatado nos exames radiográficos e que não deverá preocupar os clínicos e os pais.

 

Dois a três por cento dos jovens com 16 anos, apresentam escoliose com um ângulo superior a 10° e menos de 1% apresentarão escolioses superiores a 40°.

 

Ao contrário do que seria de esperar, a ocorrência de dor na coluna sobrepõe-se à da população em geral sem escoliose, podendo em casos mais graves, haver compromisso parcial da função respiratória. Assim, quando um adolescente com escoliose apresentar queixas de falta de ar quando faz esforço, não se deve estabelecer de imediato a relação da deformidade com a dificuldade respiratória, mas sim, por exemplo, pensar na asma, como explicação para aquele sintoma.

 

Recentemente foi publicado um estudo que permitiu confirmar a eficácia dos coletes rígidos no tratamento conservador da escoliose. De facto, analisando os resultados do referido estudo, houve uma diminuição significativa das crianças a necessitarem de cirurgia quando o colete era utilizado num mínimo de 12 horas por dia. Esta informação, sendo extremamente útil coloca, contudo, um novo desafio que é o de selecionar o candidato ideal para a sua utilização, tendo em conta a dimensão da curva e o estádio de maturidade esquelética dos Jovens, sob pena de cairmos num excesso de utilização do colete sem qualquer indicação.

 

Para casos mais graves, normalmente com ângulo de Cobb superior a 50º, é comum propormos a cirurgia. Esta, mais uma vez, deve ser bem equacionada tendo em conta a maturidade esquelética do jovem e a deformidade presente. Podemos ter curvas com 50º, perfeitamente balanceadas que, num jovem no final do crescimento, poderão não necessitar de cirurgia, sem  prejuízo para a qualidade de vida futura enquanto que a mesma curva, numa criança em crescimento, justificará seguramente a cirurgia.

 

O extraordinário avanço na técnica cirúrgica e nas tecnologias de fixação da coluna, têm feito com que a cirurgia de escoliose seja hoje realizada num ambiente de grande segurança, com uma taxa de complicações relativamente baixa e bons resultados clínicos. A instrumentação hoje aplicada, confere à coluna uma excelente estabilidade, permitindo ao doente um regresso rápido à vida ativa, com um pós-operatório menos doloroso.

 

Todavia, a recente evidência da eficácia dos coletes, relança de novo o interesse em diagnosticar a escoliose numa fase mais precoce, colocando o debate na indicação ou não de retomar os exames de rastreio escolar aplicados na adolescência.  Em Portugal, essa responsabilidade poderá ficar perfeitamente entregue aos médicos de clínica geral e aos pediatras que, desde há muito tempo, seguem as crianças com esta preocupação. Porém, será vantajoso incluirmos também nesta equação, a participação dos pais, professores e educadores que, mediante um maior conhecimento sobre as manifestações da escoliose, poderão alertar mais cedo os clínicos, para o aparecimento da deformidade.

 

Há um ano, foi lançada a campanha “Josephine explica a escoliose” com o objetivo de sensibilizar e esclarecer as pessoas em relação à escoliose pediátrica, a principal deformidade da coluna em crianças e adolescentes. A campanha tem como embaixadora a girafa Josephine (Jo, para os mais pequenos) e conta com o patrocínio científico da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT) e da Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), com o apoio da Medtronic.

1.º Festival Náutico Baía do Seixal decorre entre 23 de junho e 2 de julho

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As Festas Populares do Seixal recebem este ano o 1.º Festival Náutico Baía do Seixal, que tem lugar de 23 de junho a 2 de julho, com participação da caravela «Vera Cruz». A embarcação recebe visitas, com entrada livre, nos dias 24, 25 e 28 de junho e 1 de julho, das 10 às 22 horas, e nos dias 26, 27, 29 e 30 de junho, das 10 às 19 horas. O ponto alto do certame é o Desfile Náutico de Embarcações Tradicionais e de Recreio, que irá reunir dezenas de participantes no dia 25 de junho, às 16 horas.

O festival inclui ainda o passeio Rota do Bacalhau, a bordo do varino «Amoroso», no dia 24, com partida do Terreiro do Paço, às 11 horas, e o Circuito Património do Seixal, no dia 25, às 9.30 horas.

Serão ainda dinamizados workshops de pintura e construção de miniaturas de embarcações tradicionais, a 25 de junho e 1 de julho, das 10 às 22 horas, junto à sede da Associação Náutica do Seixal.

 

 

1.º Festival Náutico Baía Do Seixal

Programa

 

23 de junho, sexta-feira

16.30 horas (*)

Chegada da caravela Vera Cruz com grupo de jovens do município (treino de mar)

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

24 de junho, sábado

Das 10 às 22 horas

Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 11 às 13 horas

Rota do Bacalhau, a bordo da embarcação tradicional varino Amoroso

Partida do Terreiro do Paço, Lisboa

Das 20 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

Dia 25 de junho, domingo

Das 9.30 às 12.30 horas

Circuito Património do Seixal

Ponto de encontro: Posto Municipal de Turismo do Seixal

Das 10 às 20 horas

Workshops de pintura e construção de miniaturas de embarcações tradicionais

Junto à sede da Associação Náutica do Seixal

Das 10 às 22 horas

Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

16 horas

Desfile de embarcações tradicionais e de recreio

Baía do Seixal

Das 18 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

26, 27, 29 e 30 de junho

Das 10 às 19 horas

Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

Dia 28 de junho, quarta-feira

Das 10 às 22 horas

Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 20 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

Dia 1 de julho, sábado

Das 10 às 20 horas

Workshops de pintura e construção de miniaturas de embarcações tradicionais

Junto à sede da Associação Náutica do Seixal

Das 10 às 22 horas

Visitas gratuitas à caravela Vera Cruz

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 14 às 17.30 horas

Circuito Património do Seixal

Ponto de encontro: Posto de Turismo do Seixal

Das 18 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

Dia 2 de julho, domingo

16 horas

Saída da caravela Vera Cruz com grupo de jovens do município (treino de mar)

Núcleo de Náutica de Recreio do Seixal

Das 18 às 24 horas

Feira de Artesanato, Gastronomia e Fumeiro

Jardim do Seixal

 

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